2 erros comuns que atrapalham o desenvolvimento mediúnico e espiritual das pessoas





Na caminhada de mais de dez anos em frente ao Templo Escola Casa de Lei, pude perceber dois erros comuns que atrapalharam o desenvolvimento mediúnico e espiritual das pessoas. Neste artigo, pretendo indicar esses erros e algumas maneiras simples de superá-los.


O primeiro erro é o medo, a insegurança. É aquela famosa frase persistente na cabeça do médium: quem está fazendo isso sou eu ou é o Guia? Isso ocorre até mesmo quando o médium já está incorporado: ainda assim, ele desconfia das firmezas, do ponto riscado, daquilo que ele intui que deve ser feito conforme indicado pela Entidade.

Muitos dirão: mas a dúvida é fundamental! Eu concordo. Mas concordo também que a diferença entre a espiritualização e a mistificação reside em outro elemento que é mais fundamental: no modo como se cria a relação pessoal do médium com o mentor. E, durante esse caminho, deve-se evitar os excessos, tanto de autoconfiança quanto de dúvida e medo, porque é certo que a insegurança excessiva também atrapalha o trabalho do Guia, impedindo sua progressão.

A incorporação é um processo gradativo. O Guia infla a aura do médium com certas energias, induzindo-o a determinados comportamentos e maneirismos, o que faz com que a Entidade seja capaz de atuar e trabalhar as energias sutis no plano material por meio do seu acolhido. Nesse processo gradual, o medo e a insegurança afastam o médium das irradiações e dos estímulos do seu Guia, o que torna o processo de desenvolvimento mediúnico mais lento.


Obviamente, cada pessoa tem o seu tempo e seu próprio caminho. Mas estar consciente do seu medo é a primeira chave para a virada dos mistérios espirituais que os Guias têm a nos ensinar.


O segundo erro é a autoconfiança excessiva. Já vi casos de novatos incorporando todo e qualquer tipo de Entidade, logo nos primeiros contatos com o Terreiro.

Muitas vezes, isso não é feito por charlatanismo, mistificação ou vaidade, mas porque médiuns sensitivos supervalorizam as irradiações que recebem na gira. Soma-se a isso a presença de uma percepção de que a Umbanda é feita sobretudo de incorporações e que, se o médium não se comportar assim, ele não terá espaço na comunidade religiosa.

Meu conselho nesse caso é: calma! Segure um pouco a vontade de incorporar, mergulhe um pouco na energia, deixe que ela tome conta da maneira adequada. Não é preciso ter pressa. Estude a Umbanda, conheça nossa história, siga as orientações do seu dirigente, procure estabelecer um contato com seus irmãos de Fé e uma conexão com sua Entidade.


Entregue-se ao processo com o seu Guia, mas diminua suas ansiedades e expectativas. Não ceda às cobranças, mas se permita que o processo ocorra de maneira verdadeira para você. Escute, aprenda. Seja humilde, mas não deixe de valorizar igualmente seu caminho. Se o medroso peca pela insegurança, o super-homem da espiritualidade peca pela segurança, o que no fundo são dois polos de uma mesma energia e causam o mesmo tipo de atraso no desenvolvimento mediúnico.


Pai Alan Barbieri

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