Carnaval e espiritualidade

Atualizado: 5 de Mar de 2019




De um lado há uma preocupação exagerada de alguns com o período de carnaval, onde acreditam que durante esses dias há uma maior influência espiritual negativa sobre as pessoas e que os ataques são mais intensos e agressivos.

Já do lado oposto, temos os que não compactuam dessa ideia e julgam até que é apenas mais um dos exageros propagados pelos fanáticos espiritualistas.


Tenho uma opinião bem formada sobre isso e te convido a uma breve reflexão...


Penso que toda época de festividades, especialmente àquelas onde as pessoas se desligam das suas rotinas, preocupações e de certa forma, regras, trás diversos benefícios para aliviar o estresse e ansiedade que a sociedade tem sofrido nesse século. Além disso, estamos todos aqui encarnados para vivermos uma experiência na carne e aprendermos a encontrar o que nos liberta e o que nos escraviza em meio a tantos prazeres.

Se tivéssemos que viver só coisas do espirito, não teríamos encarnado... não é mesmo?!


A questão aqui é entender que o grande vilão das folias não é o álcool, o sexo ou a festa em si, mas a falta de controle diante de cada uma dessas coisas e o quanto elas dominam e ludibriam os envolvidos.

Os obsessores, íncubus e sucubus estão em todos os lugares, agindo o ano inteiro se aproveitando da fraqueza humana, absorvendo o que distribuímos gratuitamente a eles diariamente o tempo todo no nosso trabalho, na nossa casa, no terreiro (sim, no terreiro!). Eles existem e atuam entre nós no cotidiano, não é uma exceção do carnaval. O que muda dos dias comuns para esse período é que uma massa de pessoas simultaneamente se inclinam aos diversos tipos de excessos por vários dias seguidos, criando assim um aglomerado de energias que serão absorvidas por esses espíritos que terão muito mais força para agir sobre nós. E esses possivelmente se manterão ligados por mais tempo aos mais fracos e vulneráveis, tornando-se em alguns casos grandes aliados dos desequilíbrios dos "escolhidos" (Isso é o que chamamos de obsessão complexa).


Entretanto, não é porque espiritualmente tudo isso ocorre do lado de lá que devemos deixar de viver os prazeres que nos convém e nos divertir da nossa maneira ao lado das pessoas que a gente quer. É saudável e necessário para alguns e isso não deve ser julgado pelos que não gostam ou se afinizam com tal festejo. Assim como quem prefere as "muvucas", não deve julgar os que se agradam com o contrário.

Cada um precisa encontrar uma maneira de descansar a mente e sair da rotina, seja em meio às multidões ou no silêncio da própria casa. Essa "pausa" impacta positivamente de várias formas na nossa vida quando administrada com sabedoria e maturidade.


E no final só você saberá o que lhe agrada verdadeiramente. O importante é respeitar a si mesmo, seus limites e vontades. O resto é consequência do bom senso ou a falta dele nas suas atitudes.

Ah, e é vale lembrar que ainda não criaram o "engove espiritual", então cuidado com a ressaca. 😄


Pai Alan Barbieri

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