Como ouvir os Guias espirituais e entender as mensagens que eles nos enviam



Alan Barbieri incorporado no Templo Escola Casa de Lei

Na prática de Umbanda, uma dúvida bastante comum é como os guias espirituais se comunicam com seus afilhados e regidos, como eles passam uma orientação ou, ainda, como eles nos ajudam, até mesmo quando estamos com o campo vibracional baixo ou achando que estamos perdendo nossa fé.


Essa dúvida é tão corriqueira que sempre a respondo nos meus vídeos, pessoalmente, durante as reuniões ou em consultas no Templo Escola Casa de Lei. Com o passar dos anos, ao entender os motivos em torno sempre dessa mesma dúvida, percebi que ela é, em geral, fruto da nossa formação religiosa, da qual, frequentemente, herdamos certas consciências e modos de trabalhar a espiritualidade que nem sempre são compatíveis inteiramente com o caminho de Umbanda.


Acostumados que estamos em perceber a espiritualidade como algo intermediado apenas pelo sacerdote dirigente do Terreiro ou por meio de rituais exóticos, deixamos de lado as intuições e mensagens que nos são passadas diretamente, porque não acreditamos que os veículos do Divino podem ser múltiplos.


Isso não é um sinal verde para rebeldia contra o que seu líder propõe ou que se leve em superconsideração qualquer percepção que se tenha ao longo do dia. No vai e vem da nossa rotina, nem tudo que pensamos é fruto de uma comunicação espiritual, porque não estamos o tempo todo conectados com a espiritualidade de maneira profunda a ponto de receber informações e aprendizados o tempo todo. É um exercício constante achar a ponto médio entre respeitar os pensamentos que nos chegam acerca da espiritualidade e ser cético e racional acerca das mensagens que recebemos ou intuímos. Esse ponto médio não é algo fixo, dado, mesmo com anos e anos de prática, mas algo a ser buscado a vida inteira enquanto se é umbandista.


Os reinos espirituais falam-nos de muitas formas e precisamos, ao longo do nosso desenvolvimento, dar a nós mesmos a chance de ouvi-los e não apenas querer ser escutado nos nossos anseios e nossas expectativas.

Nesse sentido, frequentemente, as pessoas acham que os guias falarão com elas presencialmente, como uma voz que surge do nada para dizer aquilo que precisamos saber. Mas a verdade é que esse tipo de comunicação, típica de médiuns clariaudientes, é bastante rara. Comumente somos levados a situações ou recebemos mensagens de modo indireto.


É um filme que assistimos e que nos toca pessoalmente, é um novo caminho que impede a jornada corriqueira do nosso ônibus e que pode gerar algum aprendizado, é um amigo, ou mesmo um desconhecido, que nos fala sobre algo que estamos vivendo. As formas e os meios podem ser tantos que fica impossível fazer uma lista aqui.


Mas o que eu quero deixar é o ensinamento de que nossos amigos espirituais arrumarão formas de se comunicar conosco utilizando-se dos meios em que estamos inseridos. O que nos falta é a fé de que estamos sendo guiados e a certeza de que somos especiais, como tudo que Deus criou, portanto somos orientados e protegidos. Frequentemente, esperamos coisas mirabolantes dos guias e esquecemos que o mistério da vida está conosco o tempo todo e que somos merecedores de todos os ensinamentos e orientações da espiritualidade para sermos pessoas melhores.


Pai Alan Barbieri

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